
(divulgação)
Carta que acompanhou documentos entregues ontem (8/3/2013) ao MPDFT por urbanistas servidores de carreira do GDF, acompanhado de mais duas entidades, o IAB-DF e o CAU-DF. É favor compartilhar para conhecimento da maioria!
“Ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT),
Fraude Urbanística em prejuízo de Brasília.
Encontra-se aprovado, pela gestão anterior, na Administração de Brasília projeto para um Centro Esportivo do SCES, trecho 2 lotes 49 e 50, sob o nº. 141.003.464/93. A informação que se tem é que o último volume do processo está na AGEFIS para vistoria de emissão de Habite-se, o qual será fornecido pela Administração assim que aquela agência confirme ao final da obra a exata construção do projeto aprovado.
O projeto está aprovado como se fosse um centro esportivo, entretanto a edificação difere em muito de um centro esportivo. Para aprová-lo foi usado o artifício da “maquiagem do projeto”. Hoje, na iminência de acontecer um show de uma atração internacional no local, as propagandas que o anunciavam, assim como a imprensa, e até autoridades do governo, chamam o empreendimento de “Centro de Convenções”.
Outro fator que salta aos olhos é a taxa de ocupação que para o setor é de APENAS 30% da área do lote. Visualizando o empreendimento no Google Earth qualquer um notará facilmente que a ocupação se aproxima de 80%. Se a Agefis relata que o projeto está sendo construído conforme foi aprovado, é nítido que aquela gestão da Administração, no passado, ERROU NA APROVAÇÃO.
A Orla do Lago Paranoá foi idealizada por Lucio Costa em consonância com os pressupostos modernistas para as áreas de parques destinadas ao lazer da população. Nela deve predominar a famosa “Escala Bucólica” da concepção urbanística da Cidade-Parque. Na orla é onde justamente se manifestam, com bastante clareza, os seus princípios fundamentais da Escala Bucólica – predominância das áreas livres verdes, permeáveis, a ocupação rarefeita, os baixos gabaritos e a horizontalidade da paisagem, associados aos usos e atividades de lazer, recreação e esporte, predominantes na maioria dos espaços.
O atual regime normativo de usos e atividades previsto no Memorial Descritivo (MDE) do setor regulamenta clubes e sede sociais de associações recreativas e esportivas, áreas para restaurantes e boates e serviços de infraestrutura urbana (serviço de limpeza e estação de tratamento de esgoto).
Acompanha esta missiva a URB e MDE 39/87, as Normas atuais de gabarito do SCES constantes da PR 66/1 e imagens de satélite que comprovam o enorme extrapolamento da ocupação prevista para os lotes do referido empreendimento.
Somos conhecidos internacionalmente como um povo pacífico e de bem, mas falta-nos a conscientização sobre a necessidade de sermos todos nós, efetivamente fiscais e exercermos a nossa cidadania.
Permanecemos,
Servidores dos sistemas CAU/Confea da Administração Direta do GDF
Arquitetos, Urbanistas, Engenheiros, Geólogos, Geógrafos e Técnicos;
IAB-DF
CAU-DF”
Reblogged this on Núcleo Brasília-RIDE.
Olá pessoal. Não sei se vocês viram, mas o Tribunal de Contas do DF apontou falhas graves nas ciclovias do DF. Trecho da nota do TCDF: “falhas como alteração no Plano Piloto sem autorização federal; violação ao patrimônio histórico e artístico nacional e ao tombamento da cidade, por conta da instalação das ciclovias sobre as molduras verdes das Superquadras; não aprovação dos projetos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan…”
Vejam no blog http://biciclotheka.wordpress.com/2013/03/25/ciclovias-do-df-falhas-graves/.
E obrigado por já terem estado lá e deixado comentários muito bons! Um abraço,
Denir
Agradecemos Denir! Sim, estamos acompanhando as notícias, uma vergonha!! Na nossa página do face temos um álbum sobre essas “ciclovias” (que chamamos de ciclocalçadas) e se quiserem podem mandar fotos que colocaremos lá, ok? Abração!